Caminhada Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas ocorreu neste domingo em Bagé

Caminhada Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas ocorreu neste domingo em Bagé

Na manhã deste domingo (05), ocorreu a Caminhada Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas, promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, de Bagé.

A caminhada teve sua concentração e ponto de partida na Praça de Esportes, com encerramento na Praça Júlio de Castilhos (Praça da Estação).

Conforme a Líder Fundadora do Grupo Mulheres do Brasil em Bagé, Helena Assunção, o ato é uma forma de conscientizar a população que a violência existe e atinge todas as classes. “Nós temos índices de violência absurdos, precisamos de leis mais rígidas”, diz.

Segundo Helena, o grupo atua com causas políticas, sociais e econômicas. “Atualmente estamos com cerca de 100 mulheres que fazem parte em Bagé e para entrar basta se cadastrar de forma gratuita  no site: www.grupomulheresdobrasil.org.br e ser voluntário”, explica.

Ao total em Bagé são quatro comitês dentro do grupo: educação, empreendedorismo, combate a violência e igualdade racial, cada comitê possui um líder. O comitê de Combate a Violência, conta com a liderança de Paula Suñe Leite, que faz parte do projeto desde março deste ano. “Comei como voluntária e comecei a me engajar muito nas ações, então fui convidada a ser líder do comitê de combate a violência”, fala.

No ato se fez presente a Delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Daniela Barbosa de Borba, que salienta ter sido convidada a participar como cidadã, mas como titular da DEAM, espera que atos como esse ajudem na redução dos índices. “Vi homens aqui hoje, crianças e, é muito importante ter esse apoio. Também mulheres que já foram atendidas pela delegacia, estão presentes e superaram o trauma. Fico muito feliz em poder participar”, salienta.

Para o estagiário da DEAM, Pablo Silveira, que também se fez presente na caminhada, a ação é importante para conscientizar à todos que a violência vai além da física, “Recebemos mulheres com traumas psicológicos muito fortes, em alguns casos a recuperação é muito difícil e, ver aqui pessoas que superaram, crianças é muito importante”, finaliza.

 

Capa Cidades Comunidade