Bagé soma-se à mobilização nacional contra Bolsonaro

Bagé soma-se à mobilização nacional contra Bolsonaro

Crédito da imagem: Delmar Borba

 

O sábado do dia 2/10 demonstrou em todo o Brasil o crescimento da rejeição popular ao governo de Jair Bolsonaro. Mais de 200 cidades, em todos os estados da federação tiveram atos contrários ao atual governo federal. Em Bagé não foi diferente e as manifestações realizadas durante a tarde de ontem, ao largo da praça Silveira Martins, comprovaram que o descontentamento com o governo está cada vez mais forte.

No ato em Bagé, atores políticos; representantes sindicais; participantes de movimentos estudantis e sociais, bem como munícipes em geral, foram às ruas com cartazes, faixas e bandeiras entoando gritos de “Bolsonaro genocida” e  pedindo o impeachment do presidente. Nos discursos do ato também foram expressas críticas ao governador Eduardo Leite e ao prefeito Divaldo Lara.

O primeiro, hoje é indicado como um dos postulantes à presidência da República no pleito de 2022, porém na campanha eleitoral de 2018 apoiou Bolsonaro e está sendo criticado, por exemplo, pela forma contumaz de sua política de privatizações. Já o segundo é um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro no Rio Grande do Sul. Críticas a seu governo são feitas pelos setores públicos como o da Educação local, além da série de denúncias  feitas à sua gestão, nos últimos anos, pelo Ministério Público.

Concentração foi no largo da praça Silveira Martins Crédito Delmar Borba

Contudo, a pauta era mesmo centrada em Bolsonaro e tinha como críticas a política ineficaz do governo para combate à pandemia da covid-19 que já soma quase 600 mil vidas perdidas; o retorno de uma inflação de dois dígitos; a profunda crise no setor de trabalho com milhões de desempregados e a escalada da miséria e da fome em cidades do interior e nas grandes metrópoles – problemas que o Brasil não observava há anos. Também foram destacadas críticas à proposta de Reforma Administrativa e outros projetos e ações do governo federal que ameaçam segmentos como o do Meio Ambiente; Educação e da Cultura.

Toda essa plataforma de rejeição a Bolsonaro eclodiu ainda com mais força desde o começo da CPI da Covid-19 do Senado federal. Lideranças no ato repercutiram toda a aposta de Bolsonaro em medicamentos que não tem comprovação científica para tratamento do vírus; a demora na compra de imunizantes e as denúncias de corrupção para a compra das vacinas.

Discursos contra Bolsonaro e também contra lideranças políticas que o apoiam Crédito: Divulgação/Especial Expresso Pampa

Após a concentração e discursos na praça Silveira Martins, os participantes do ato subiram à avenida Sete de Setembro e foram até a frente do Centro Administrativo. A manifestação do sábado representou, se comparado às outras edições, um crescimento em participação nos protestos contra Bolsonaro. Também demonstrou uma maior pluralidade de vozes nesse debate democrático que deverá ter cada vez mais uma disputa nas ruas até o pleito de outubro do ano que vem.

Posicionamento: ato teve manifestação também na frente do Centro Administrativo, numa clara crítica à gestão de Divaldo Lara Crédito: Divulgação/Especial Expresso Pampa
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