Caged aponta que Fronteira Sul gerou 935 empregos em 2021

Caged aponta que Fronteira Sul gerou 935 empregos em 2021

Os dois primeiros meses de 2021 apontam aumento no número de empregos formais entre 17 municípios gaúchos na fronteira entre Brasil e Uruguai. É o que mostram os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia.

De acordo com o levantamento, no primeiro bimestre, 935 vagas foram preenchidas nos municípios de Aceguá, Bagé, Barra do Quaraí, Caçapava do Sul, Candiota, Chuí, Dom Pedrito, Hulha Negra, Jaguarão, Lavras do Sul, Pedras Altas, Pinheiro Machado, Quaraí, Santa Vitória do Palma, Santana do Livramento e Uruguaiana. Isso representa um aumento geral de 1,19% em relação aos dados de dezembro de 2020.

Já o Estado obteve desempenho ainda mais expressivo, com superávit de 2,24% no saldo dos empregos com carteira assinada, que em números, representa 57.206 vagas preenchidas.

Entre os 17 municípios pesquisados pelo Expresso Pampa, 13 deles registraram saldo positivo no primeiro bimestre, à exceção de Bagé, Barra do Quaraí e Pinheiro Machado, que juntos, totalizam saldo negativo de 24. O restante somou a quantidade de 959 postos ocupados.

A tendência acompanha em parte o desempenho do país neste ano – ao menos até o início do impacto mais severo da terceira onda da pandemia no Brasil, em fins de fevereiro e início de março, o que forçou a adoção de novas medidas de restrição em várias atividades produtivas. No mesmo período, janeiro e fevereiro, as 27 unidades da federação acresceram 659.780 novas ocupações formais. No País, a recuperação foi puxada, principalmente, pelos setores da serviços, indústria e comércio – nesta ordem, que representam mais da metade das vagas criadas e ocupadas na economia.

Vale ainda ressaltar o desempenho dos municípios de Uruguaiana e Santana do Livramento, que juntos somaram 556 postos de trabalho ocupados em dois meses, enquanto nenhum dos outros municípios da região pesquisada pelo Expresso Pampa sequer ultrapassou a marca de 100 vagas neste ano.

Por outro lado, o nível salarial segue em tendência de queda, com  a média registrada em R$ 1.727,04 para o primeiro salário do trabalhador contratado, o menor nível registrado em 12 meses.

“Modernização” sem efeito

Uma das informações mais importantes e menos discutidas entre os dados revelados pelo Caged é o fiasco retumbante do que foi chamado de “Modernização trabalhista”, de 2017.

Os dados revelam que o número total de empregos gerados nas modalidades “Trabalho intermitente” e “Trabalho parcial” somam saldo positivo de 11.094 vagas preenchidas em fevereiro, o que representa somente 2,76% do total de todos os empregos gerados no mesmo mês – 401.639 em todo o Brasil. Isso quer dizer que o propalado benefício gerado por vínculos variáveis e flexíveis não geraram impacto positivo na economia.

Com base no que o Caged informa, também é possível dizer que as modalidades criadas para reduzir o número de encargos às empresas, além de reduzir o ganho dos trabalhadores formais, também empurrou para cima as taxas de desemprego, já que o número de desligamentos é mais que o dobro em relação às contratações nas modalidades criadas pela lei de 2017.

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