Clínica Fagundes: 19 anos de história em Bagé

Clínica Fagundes: 19 anos de história em Bagé

O Expresso Pampa vem por meio desta matéria parabenizar a Clínica Veterinária Fagundes, que está completando 19 anos de fundação. Inaugurada em 13 de maio de 2002, na avenida Padre Abílio Sponchiado, 1779, bairro São Judas em Bagé, a clínica inicialmente atendia animais de pequeno e grande porte com consultório e venda de produtos veterinários.

Conforme o proprietário do local, Washington Fagundes, formado desde 1984, pela Fundação Attila Taborda (FAT), atualmente Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), construir uma clínica não é fácil. “Trabalhei primeiro como representante comercial, em granja de suínos, clínica em Brasília e em Pelotas, e fui durante oito anos, oficial militar em Santa Maria. Depois voltei para terra natal e, em 2002 abrimos aqui, uma portinha e fomos crescendo e me tornando conhecido como veterinário. Até tu provar que tem eficiência e adquirir a confiança dos clientes demora, não é de um dia para o outro”, relata.

Fagundes comenta que trabalha com preços populares. “As pessoas chegam aqui apavoradas com o valor das coisas, pois tem exames de radiografia, sangue, entre outros, e quando vê não tem condição de pagar, por isso trabalhamos com quantidade de cliente. O que podemos resolver nós resolvemos, o que não podemos passamos para outros colegas, pois ninguém é obrigado a saber tudo”, diz.

O espaço, além das vendas de produtos veterinários e consultório, ainda conta com uma sala de atendimento clínico e de cirurgia. “Antigamente trabalhava mais com animais grandes, hoje estou mais na parte de animais pequenos com cirurgia e clínica. Foi tudo gradual, foi tudo aos poucos, fazem de 3 a 4 anos que é clínica”, aponta.

Para o proprietário quando se gosta do que faz o trabalho não é trabalho, é uma doutrina, um sacerdócio. “Quando pegamos um caso difícil, onde o dono está desenganado e conseguimos salvar o animal, isso não tem preço, é o que nos mantém trabalhando, aquele friozinho na barriga antes de cada cirurgia, por mais simples que seja tu tens uma responsabilidade. É um animalzinho criado com carinho, as vezes de um idoso ou de uma criança. Quando pararmos de ver esse tipo de situação, tem que largar e trocar de profissão, pois essa está errada”, ressalta.

Atualmente, segundo Fagundes, os animais não são mais de estimação, são de companhia. “Nós zelamos pelos animais, pois acontece muito de os filhos irem embora, os pais ficam, adotam os animais, aquele afeto, carinho que tinham pelos filhos transferem para os animais e para saúde de quem tem depressão mesmo é muito bom, assim como para as crianças na questão da responsabilidade, tudo é importante”, explica.

O veterinário recebe clientes de vários municípios, como Hulha Negra, Candiota,  Aceguá e de todos os municípios vizinhos.  “Inclusive tem gente que vai embora e telefona de Santa Catarina para saber o que fazer, nós criamos um vínculo de confiança e de amizade, a gente tem que ganhar dinheiro, mas isso não é o principal, a satisfação de um trabalho bem realizado compensa muito mais que isso. Até porque depois de uma certa idade não pensamos mais em ganhar dinheiro, tendo saúde está bom”, destaca.

Desafios

Todos os dias é um desfio, explica Fagundes, levantar de manhã e saber que vai pegar cada caso que nem imagina. “Antigamente eu fazia plantão, porque eu morava aqui, agora moro no centro, mas tive síndrome do pânico, trabalhava direto, as vezes era meia noite, 1h, e as pessoas batiam aqui, com cachorro atropelado, envenenado, cadela parindo, e como é que não vamos atender? Atendia só que agora com quase 60 anos, começamos a diminuir o ritmo. Não tem como trabalhar mal, depois seguir a mesma rotina durante o dia e, a cirurgia desgasta bastante, tem algumas que demoram 1h, 2h, saímos com dor nas costas, na coluna, no pescoço e esses são os desafios que passamos. Hoje, 18h30min eu fecho e vou embora, pois se eu ficar, vou atender porque depois pesa a consciência se eu não atender, ficamos pensando que podíamos ter feito alguma coisa e não fizemos, não dá”, frisa.

Prêmios

Fagundes salienta que já ganhou alguns prêmios de distinção empresarial. “Eles fazem mediante a pesquisa e isso é consequência do trabalho.  A minha formação é de extensionista rural e trabalhamos com tudo um pouco, se tu não tens a resposta agora, vai pesquisar para ter”, salienta.

Pandemia

O veterinário destaca que no início da pandemia o espaço funcionava com a porta fechada. “Atendíamos só caso de urgência, depois começamos a trabalhar normalmente. Eu tive Covid, fiquei quatro dias de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais cinco de hospital, aqui todos tiveram, mas não podemos ter medo, se não, não vivemos mais”, aponta.

Horário

A clínica funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 11h45 e das 13h30 às 18h30. No sábado é das 8h às 11h45.

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