Conselho Estadual do Trabalho e Renda deve definir proposta para o reajuste do piso regional, diz secretário Ronaldo Nogueira

Conselho Estadual do Trabalho e Renda deve definir proposta para o reajuste do piso regional, diz secretário Ronaldo Nogueira

Secretário falou na terça (22) em reunião da Subcomissão do Piso Salarial Regional da Assembleia Legislativa

O secretário do Trabalho, Emprego e Renda do Rio Grande do Sul, Ronaldo Nogueira, participou na terça-feira de uma reunião da Subcomissão do Piso Salarial Regional da Assembleia Legislativa. O encontro ocorreu às 11h na sala Alberto Pasqualini do Legislativo estadual.

Conforme o secretário, o governo defende um índice que seja ao mesmo tempo “razoável e possível”. O secretário declarou, também, que é o Conselho Estadual do Trabalho e Renda quem tem maior legitimidade para definir essa questão. “O Conselho Estadual do Trabalho e Renda é o lugar adequado para esta decisão porque é tripartite. Sou parceiro para criar um ambiente de entendimento”, garantiu Nogueira. No Conselho participam representantes do governo, empresários e trabalhadores.

Os deputados Luiz Fernando Mainardi (PT), que preside a Subcomissão, e Zé Nunes (PT) manifestaram ao secretário a necessidade de dar agilidade à decisão. “Trabalhamos com dois objetivos. O primeiro é a reposição da inflação que ficou para trás, o que equivale a um reajuste este ano de 15,58%. O segundo é a necessidade de uma política permanente, garantindo reposição de inflação e ganho real para os trabalhadores que recebem o piso”, explicou Mainardi.

Zé Nunes (PT) enfatizou que tratar a renda do trabalhador como um problema não combina com desenvolvimento. “O reajuste para os trabalhadores que ganham o piso vai direto para o consumo. Faz a roda da economia andar. Esse entendimento, parece-me, já está pacificado”, argumentou.

Em reunião com a secretaria do Trabalho e a do Planejamento, na semana passada, as centrais sindicais já apresentaram a reivindicação de um reajuste de 15,58% para 2022, o que equivale à inflação de 2019, que ainda não foi reposta, somada à de 2021, que passou os dois dígitos. Conforme a legislação, o reajuste deve ter validade a partir da data-base, em 1º de fevereiro. Até agora, entretanto, o Executivo não apresentou qualquer proposta ao parlamento.

Nesta quarta-feira (23), a Subcomissão receberá os membros do Conselho Estadual do Trabalho e Renda para dar continuidade às conversas.  A expectativa do presidente da Subcomissão, deputado Mainardi, é de que se possa chegar a um acordo pelo menos sobre a reposição para 2022. “É inadmissível que 1,5 milhão de trabalhadores, que são impactados pelo piso no Rio Grande do Sul, não possam contar pelo menos com a reposição inflacionária”, concluiu.

 

Foto: Guerreiro/Agência ALRS

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