Nani Narciso é cabeleireira e profissão surgiu na busca de um futuro melhor

Nani Narciso é cabeleireira e profissão surgiu na busca de um futuro melhor

Eliane Aparecida Narciso, a Nani, tem 44 anos é casada, mãe de dois filhos e a vovó coruja de um neto. É cabeleireira e maquiadora, mas já trabalhou como vendedora, balconista, repositora e secretária de auto-escola.

Nani relata que a mulher hoje em dia conquistou independência em todos os sentidos, pois trabalha, mantém família, divide despesas, lava, passa, cozinha, vai ao supermercado, as vezes tem mais de uma atividade fora de casa e muitas delas são sozinhas em todos os aspectos e tiram de letra tudo isso. “Minha profissão não foi bem uma escolha, foi por pura necessidade de trabalhar mesmo. Saí de uma empresa que trabalhava como secretária e cansada de trabalhar sem visão para o futuro decidi investir em mim, em uma profissão que eu pudesse falar e agir por mim mesma e sem muitas opções na época pois os estudos (faculdade), não eram como hoje, que tem mais facilidade, fiz meu primeiro curso de cabeleireira em Curitiba/PR e tenho orgulho da profissional que me tornei, pois batalhei muito para ser ela”, enfatizou.

“Nesses 20 anos que trabalho com mulheres, tenho orgulho das nossas conquistas. Somos como queremos ser. Minhas clientes cortam, colorem, alisam, ondulam os cabelos como elas querem. Somos o que queremos ser”, explicou.

Como principal desafio, Nani diz que foi quando, com 16 anos, foi mãe do primeiro filho e batalhou sozinha para educar e sustentar. “Claro, com a ajuda da minha mãe e família que foram essências nessa fase. Outro desafio foi vir para Bagé e recomeçar. Porém, só tenho a agradecer a essa cidade onde fui acolhida e hoje tenho muitos amigos e clientes queridas. Essas pessoas são a minha principal conquista. Todas, mesmo as que estão longe, que fizeram e as que fazem parte da minha vida, são conquistas que não se compra, é gratuito: carinho, afeto, amor que podemos receber e dar uns aos outros e isso ajuda muito a enfrentar momentos como o que vivemos hoje”, afirma a profissional.

“Sei que o momento da pandemia é delicado, todos, sem exceção, estamos no mesmo barco. Muitos de nós teremos cicatrizes profundas, mas temos que ter fé que tudo logo vai passar e vai ficar bem”, completa.

Comunidade Dia da Mulher Especial