Operação Verão 2022 terá primeira pilota da Polícia Civil

Operação Verão 2022 terá primeira pilota da Polícia Civil

Foto: Jefferson Botega/Agência RBS

A Operação Verão 2022 terá, pela primeira vez, uma pilota da Polícia Civil na Operação Verão. Camila Megiollaro dos Santos vem aprendendo a dominar a aeronave durante a atual temporada da Operação Verão. Aos 30 anos, ela já voa desde os 18 anos, quando ingressou na faculdade de Aviação Civil em São Paulo, cidade onde nasceu.

Pilotar o helicóptero Gavião 01 da Polícia Civil, fazendo a patrulha das praias do Litoral Norte, entre Torres e Quintão, é a realização de um sonho para Camila. A pilota ingressou como Escrivã na Polícia Civil gaúcha em 2018, quando foi lotada na Delegacia da Mulher de Canoas. O que poderia ser um desvio que atrapalhasse seu sonho de pilotar, tornou-se um grande aprendizado. Na DEAM de Canoas, teve contato com mulheres em situações extremas, aprendendo a exercitar a resiliência e a empatia.

Superando o machismo

Em 2020, quando a instituição fez uma convocação interna para formação de pilotos, Camila não teve dúvidas e foi atrás do seu sonho. Durante o treinamento, Meggiolare já demonstrava uma das suas principais virtudes, a capacidade de concentração e um perfeccionismo que a leva, por vezes, a uma autocobrança muito grande, só ficando satisfeita quando tudo está perfeito.

Mesmo em um meio predominante masculino, Camila não abre mão da sua vaidade. Quando está pilotando, os cabelos ficam soltos, as unhas feitas e gosta de usar brincos em formato de helicóptero. O uniforme foi confeccionado sob medida, com um macacão mais justo, diferentemente das peças largas dos demais pilotos.

Não demonstra perturbação quando alguém duvida da sua capacidade. Quando seu nome foi anunciado como primeira pilota, não ocorreram apenas celebrações, alguns questionaram a sua capacidade. Chegou a ouvir que os policiais poderiam ficar com medo de voar com uma mulher. Mas nada disso tira a disposição e a determinação de Camila. Sua esperança é que, em breve, ela possa voar em Operações Policiais ao lado dos seus colegas da Polícia Civil.

Um dos momentos de maior emoção para Camila e que demonstraram que tinha feito a escolha certa, foi quando uma menina falou para ela: “Tia, eu nem sabia que mulher podia pilotar”. Camila ressalta que “eu não tive esse estímulo, era algo totalmente distante. Nunca tive instrutora mulher, nunca voei com mulher. É um ambiente muito masculino”.

Quando levantar voo na aeronave preta da Polícia Civil que cruza Torres a Quintão a 200 pés do mar, Camila estará quebrando mais uma barreira para as mulheres e servindo de exemplo para muitas meninas. A primeira pilota da Polícia Civil gaúcha, estará mostrando que o céu também é lugar de mulheres.

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