Outubro Rosa em pauta na Câmara de Vereadores de Bagé

Outubro Rosa em pauta na Câmara de Vereadores de Bagé

O mês de conscientização internacional em relação a detecção precoce do câncer de mama iniciou em outubro, logo, a Câmara de Vereadores, através dos parlamentares Rodrigo Fialho (PTB), Cáren Castêncio (PT) e Omar Ghani (PP), propôs uma Sessão Especial para que a Liga Feminina de Combate ao Câncer e a Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan) explanassem seus serviços de apoio ao Outubro Rosa. A Sessão foi realizada na manhã desta quinta-feira (07) e contou com a presença da Presidente da Liga, Inez Xavier de Bem, a Vice-Presidente, Márcia Ivanoff, a Psicóloga da Aapecan, Francione Souza.

De acordo com o Vereador Rodrigo Fialho, um dos proponentes desta Sessão, o objetivo do convite para que estas instituições explicassem suas funções é conscientizar a população a respeito da detecção prematura do câncer. “O Outubro Rosa é um mês de alusão ao câncer, entretanto essa é uma pauta que deve ser lembrada durante todo o ano”, destacou o edil.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama ocupa o primeiro lugar em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil. Fialho ainda salientou a atuação da Casa de Hospedagem e do novo prédio da Radioterapia. “São serviços que atendem inúmeras pessoas que fazem o tratamento fora de Bagé e não teriam onde ficar, além da Radioterapia que irá atender de 80 a 120 pessoas por dia da nossa região”, enfatizou o petebista.

A Presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer discursou sobre o funcionamento e o serviço de assistência oferecido pela entidade. “A Liga é uma senhora de 63 anos e os nossos recursos não provém de nenhum ente federativo, nós fornecemos remédios e comida para os pacientes carentes portadores de câncer”, ressaltou Inez. Conforme a Presidente, a Liga depende de ações solidárias para arrecadação do capital. “Nós fazemos pedágios, briques, feiras de doce e parcerias para manter nossos gastos com farmácia que chegam em R$ 20 mil por mês”, pontuou Inez.

A Psicóloga da Aapecan também manifestou o trabalho realizado pela organização no auxílio do tratamento de pessoas com câncer. “Nosso trabalho é focado na ação social dos pacientes e apoio psicológico. Nesse quesito, não atendemos somente os usuários, mas os familiares também”, apontou Francione. Segundo ela, a depressão desencadeada pelo câncer precisa ser debatida. “Nós temos esse trabalho de acolhimento e não deixamos ninguém sair sem uma resposta”, sublinhou Francione.

Cidades Comunidade