Prefeitura de Lavras do Sul tentará reverter interdição de ala de hospital

Prefeitura de Lavras do Sul tentará reverter interdição de ala de hospital

O prefeito de Lavras do Sul, Sávio Prestes, fez uma live, nesta quarta-feira, 28/04, em que explicou a atual situação da Fundação Médico-Hospitalar Doutor Honor Teixeira da Costa. Conforme o chefe do Executivo, o hospital não foi interditado, mas, sim, a ala de internações. “O hospital não está fechado. Está interditado em parte, por uma decisão arbitrária da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde. Essa decisão é temerária porque estamos enfrentando a pandemia, inclusive com um óbito ocorrido hoje, e tomar essa decisão, neste momento, é no mínimo irresponsável”, enfatizou Prestes.

O diretor do hospital, Santo Carlo Halabi Machado, explicou que a interdição da ala foi a partir de uma denúncia anônima. “Denúncia que tem uma série de contradições, por isso vamos buscar judicialmente reverter isso porque o hospital tem as adequações necessárias e nunca tivemos, em mais de um ano de pandemia, nenhum paciente ou trabalhador infectado aqui pelo hospital”, declarou.

Sobre as medidas que serão tomadas, a assessora jurídica da prefeitura, Ana Paula Pellizer Teixeira, disse que até o final dessa semana o Município tentará reverter a situação. “Caso não ocorra, iremos trabalhar pela via judicial, para obter um mandado de segurança para que fique respaldado o atendimento legítimo como era realizado antes dessa decisão”, destacou.

NOTA DE ESCLARECIMENTO – “A interdição da FMHHTC é parcial, isto é, somente para internações além de 24h, em razão de questões técnicas, que nos causaram imensa indignação devido ao rigoroso atendimento aos eventuais apontamentos anteriores cumpridos, conforme exigências da mesma Vigilância Sanitária, que, agora se contradizem em plena pandemia mundial, que quando aguardar um leito de maior complexidade pode ser a diferença entre a vida e a morte, quando somente uma notificação com prazo de atendimento bastaria para solucionar qualquer suposto impasse. Destacamos que estamos providenciando com urgência a solução para que administrativamente se resolva, caso não, será buscado judicialmente. Cientes de que estamos tratando da vida da nossa comunidade, contamos com a colaboração de todos”, diz a nota.

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