Rochele Barbosa é primeira entrevistada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Rochele Barbosa é primeira entrevistada em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Começamos, nesta quarta-feira (3), uma série de reportagens em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, que é celebrado no dia 8 de março. O objetivo é homenagear mulheres de diversas áreas profissionais que desempenham um papel importante na sociedade. Com isso, esperamos que todas as mulheres se sintam homenageadas e reiteramos que o lugar de mulher é onde ela quiser.

Rochele Souza Barbosa, completa 39 anos na segunda-feira, dia 8 de março e relata ter muito orgulho de ter nascido no Dia Internacional da Mulher. “Minha família é eu e meu filho Luccas Barbosa Gonçalves, de 14 anos. Convivo bastante com meu irmão e meu pai se aproximou mais depois que minha mãe faleceu”, comenta.

Rochele é jornalista formada desde 2003, na Urcamp, e estuda Licenciatura plena em História, no formato EAD. “Trabalhei toda vida em jornal impresso, mas já fui assessora de imprensa e trabalhei em rádio também. Comecei no antigo Correio do Sul em 1999 depois fui para a Assessoria de Imprensa do Governo do Estado, depois trabalhei na Prefeitura de Bagé, também na assessoria de imprensa. Fiquei alguns anos fora da área trabalhando em lojas e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), trabalhei também em Pinheiro Machado, em uma rádio, como telefonista. Em 2010 fui para Campos Novos/SC onde trabalhei em uma rádio como jornalista policial, voltei pra Bagé por motivos de saúde do meu filho e em 2011 fui trabalhar como assessora de imprensa da vereadora Jussara Carpes. No mesmo ano fui chamada a trabalhar no jornal Folha do Sul onde fiquei até 2016, quando fui contratada pelo Jornal Minuano onde sigo até hoje”, destaca a jornalista.

“Em 2018, já comecei a atuar como professora no cursinho Simplifica da prefeitura de Bagé. Também trabalhei seis meses na Escola Vasco da Gama. Ainda é difícil ser mulher trabalhadora neste mundo, temos que sempre nos afirmar como melhor, tentando ser superior, tentando provar. Acredito que a gente consegue se destacar em tudo, mas sempre temos que lutar mais que os homens. Na minha área do jornalismo eu tive que provar muito mais que os meus colegas homens porque trabalhar com policiais é sempre ter que provar que a gente, como mulher, não é frágil para escrever sobre as mazelas das situações que envolve. Mas acho que conquistei meu espaço, mas com muito esforço. Como professora vi que os alunos veem como extensão da mãe e os pais pensam que a gente tem obrigação de dar educação básica, que tem que vir de casa. Mas ainda acho que é acolhedor. Em outras profissões como médicas, motoristas são sempre questionadas, como se nós, por sermos mulheres, fôssemos inferiores”, garante.

“Eu acho que o jornalismo me escolheu, na verdade. Mas hoje não me vejo em outra profissão a não ser professora de história, que eu acredito que se completam, uma conta a história todo dia e outra conta o passado mundial. Ser jornalista e ter uma editoria (no meu caso, a Segurança) é muito importante e muito bom. Sempre fui extrovertida e acho que é uma das únicas áreas que possibilitam a conversa. Os desafios são diários, correria atrás de fonte, histórias para contar sem ferir alguns. Já conquistas acho que é estar no mercado de trabalho, na área de atuação, pois muitos estão fora e mesmo tendo outras áreas temos ainda vários desempregados”, completa.

Rochele deixa uma mensagem aos nossos leitores e a todas as mulheres. “Quero que todas as mulheres que estão sofrendo, que estão em dificuldades, consigam se reerguer. Desejo que a sociedade veja o que estamos passando como aprendizagem, que aprendam a votar e que pensem na política que influencia tanto na vida de todos. Vamos ver, estudar opiniões, ver atuações, pensar e lutar, porque todos os anos de luta que estamos vivendo irão se transformar em anos de glória”, encerra.

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