Santa Casa de Caridade de Bagé confirma suspensão das cirurgias eletivas

Santa Casa de Caridade de Bagé confirma suspensão das cirurgias eletivas

Em comunicado emitido pelo provedor da instituição, Carlos Eduardo Oliveira dos Santos, a Santa Casa de Caridade de Bagé confirmou a suspensão de todas as cirurgias eletivas até o dia 31 de março, por orientação do governo do Estado.

Com isso, hoje, 23 de fevereiro, ficam suspensas todas as cirurgias que não envolvam urgências e emergências. Neste caso, ficam restritos os procedimentos que não envolvam enfermidades com risco imediato de morte aos pacientes.

Atualmente, a Santa Casa de Caridade a taxa de ocupação está dentro do limite dos leitos clínicos para tratamento da covid-19 (19 ocupados de 27 vagas), enquanto a UTI está em 35,71%.

Covid-19 já ocupa mais metade das UTIs do RS

Enquanto é reiterado o alerta sobre a expansão descontrolada de casos da covid-19, a Secretaria da Saúde do Estado emitiu um comunicado no qual relata a gravidade da situação.

Dados da manhã desta terça-feira (23) indicam lotação de 86,9% dos leitos de UTI adulto no Estado, a maior desde o início da pandemia. Há 1 188 pacientes confirmados com Covid-19 no setor e outros 201 com a suspeita ou outro agravo respiratório, além de 952 por diferentes causas. Outras 2,8 mil pessoas seguem internadas por coronavírus (confirmada ou suspeita) ou outros problemas respiratórios fora de UTI.

Também nesta terça (23), pela primeira vez, mais da metade de todos os pacientes internados em UTIs (50,7%) no RS são pacientes confirmados com coronavírus. “Além disso, há outros dois dados muito preocupantes: a curva de crescimento de internações desta semana é inédita e o número de internados teve um crescimento brutal [de 2.383 casos em 24 de janeiro para 4.325 no dia 23 de fevereiro]”, disse Bruno Naundorf, integrante do Gabinete de Crise da SES.

O grande receio das autoridades de saúde é que além do aumento sem controle de internações por covid-19 nas UTIs, pacientes com outras enfermidades fiquem sem atendimento, o que enquadraria o RS na mesma situação de colapso verificada em outras cidades do Brasil e no Mundo, onde não teriam mais vagas para atender a população e pessoas morreriam à espera de atendimento. Isso, quase um ano após o início oficial da pandemia.

Alertas

“Desde a última sexta-feira, estamos enviando material, inclusive camas, para diversos hospitais, que estão abrindo ou reabrindo leitos”, explicou a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Wasem Fagundes, que faz um alerta: “a capacidade de ampliação está no limite”.

Se contabilizados os leitos de Canoas, Sapucaia e Tramandaí, já entregues e em funcionamento, a rede hospitalar pública gaúcha mais do que dobrou a capacidade de atendimento de terapia intensiva desde o início da pandemia, passando de 933 para 2.074 leitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) – aumento de 122,3%.

“Estamos fazendo todo o esforço para melhorar a estrutura, e temos previsão de abrir mais leitos ainda nas próximas semanas, mas obviamente há limitações, principalmente de pessoal. Além disso, se as pessoas não se cuidarem, a pandemia irá se agravar e não será possível atender a todos”, afirmou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

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