Ugeirm presta homenagem ao comissário luiz Henrique Lamadril

Ugeirm presta homenagem ao comissário luiz Henrique Lamadril

No dia de ontem (8), a categoria dos (as) policiais Civis recebeu a trágica notícia da morte do diretor da UGEIRM, Luiz Henrique Lamadril. O comissário de polícia, de 61 anos e lotado atualmente em Bagé, foi vítima de uma parada cardiorrespiratória, decorrente de complicações da Covid-19. Lamadril estava internado na Santa Casa de Caridade e Bagé, desde a semana passada lutando contra a Covid-19.

Luiz Henrique Lamadril, participou da direção da UGEIRM em várias gestões e, atualmente, ocupava o cargo de Diretor Social da entidade. Participante ativo de todas as mobilizações da categoria nos últimos 20 anos, Lamadril era uma referência na luta por melhores condições de trabalho da categoria, sempre se posicionando de forma contundente em defesa dos (as) Policiais Civis gaúchos.

Além da sua atuação nas lutas dos Policiais Civis, Lamadril tinha uma atuação destacada na vida política, cultural e esportiva da cidade de Bagé. Participou ativamente das lutas políticas em Bagé, onde tinha um programa na Rádio Clube de Bagé, “o Canto, Trova e Poesia”, valorizando a cultura da cidade. Lamadril também era um apaixonado pelo Grêmio Esportivo Bagé, onde exerceu cargo de Diretor de Futebol nos últimos anos.

Sucessão de mortes de policiais mostra que política de combate à Covid-19 tem que mudar

A morte do Comissário Lamadril foi a terceira de um Policial Civil, em um espaço de dois dias. No domingo (7) faleceu o Escrivão de Polícia Marcondes Souza Chagas e na segunda-feira (8) o ex-Chefe de Polícia delegado Luiz Fernando Tubino. “Isso mostra que precisamos mudar a política de combate a Covid-19 urgentemente. As políticas de distanciamento social nas Delegacias precisam ser intensificadas, com a exigência que a população utilize máscaras e um aprofundamento do revezamento e da restrição de acesso às Delegacias. Também é necessário que se proceda imediatamente a vacinação de todos os Policiais Civis”, diz a Ugeirm.

“Não é possível que continuemos convivendo com a morte de colegas diariamente. Esses policiais estão colocando as suas vidas em risco, para garantir a segurança da população. O mínimo que se exige do Estado, é que suas vidas sejam protegidas”, ressalta a nota..

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